Mal chegou o final do primeiro semestre do ano e o saco que não tenho já tá beeeem cheio. A intolerância, mau humor, irritabilidade, tolerância zero, desânimo, cansaço e outros sentimentos não tão nobres assim tomam conta de mim. Isso quer dizer que chego ao ápice da Síndrome Saraiva. Tipos, não fale comigo, simples assim.
Eu evito, tento passar despercebida ou não ouvir as atrocidades que preciso escutar diariamente, mas não tem como, nem o fone de ouvido me salva. Pra evitar respondo à perguntas com simples grunhidos, à moda personagens de “Vidas Secas”.Uhum, é, ah tá, e similares.
Mas, por mais que tente, parece que justamente nestes dias (que esclareço, não são dias de TPM) parece que o mundo me procura. O telefone que não pára de tocar, as pessoas que não param de puxar assunto ou chamar pra sair, o trabalho que exige mais e mais. A vontade que dá é de gritar um “saaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai” bem alto e sonoro, ou quem sabe então um “leave aloooooone”. Simples assim. Isso para não usar palavras chulas, como diria meu pai. Mas sim, um vai tomar no cookie ou coisa que o valha sempre alivia.
Para isso prefiro deixar aqui um pequeno manualzinho, bem breve, de dicas pequenas para lhe dar com pessoas que passam pela Síndrome Saraiva, pelo mau humor crônico. Seguem algumas dicas:
- Se você ligar para alguém que sabe que não tá trabalhando e ela não te atender, não insista. Deixa pra ligar pra qualquer outra pessoa pra evitar de ouvir um xingamento bem baixo;
- Não puxe assunto quando à primeira pergunta que fizer à alguém for respondida por um grunhido. Oi, ela não quer papo;
- Não faça piadinhas para quem tá com a cara amarrada. Esta é a pior idéia que pode lhe passar pela cabeça, porque qualquer piadinha terá um final no mínimo trágico em casos assim.